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domingo, 21 de julho de 2013

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Em Alcains, algumas tradições ainda se mantêm!

Tal como é tradição, mais uma vez este ano os alcainenses puderam assistir ao acender da fogueira (ou madeiro) em Alcains, na noite de Natal. Tal como é costume, a lenha foi recolhida pelos rapazes do "número", ou seja, daqueles que estão em idade de ir à Tropa (cumprir o serviço militar). Desta vez, foram os nascidos em 1991!

Como o largo disponível para a fogueira agora é bem maior do que antigamente, o tamanho da fogueira tem crescido nos últimos anos e, consequentemente, o espectáculo também. Este ano, felizmente, a madeira ardeu bem, com rapidez, não tendo sido necessário recorrer em excesso ao uso de combustível (sempre poluente) e os rapazes (e raparigas) de 91 puderam cumprir o que prometeram publicamente: conseguir este ano uma fogueira mais ecológica! Correu bem o madeiro de 2010 e a Malta de 19991 está de parabéns!
Estando as tradicionais fogueiras ligadas ao religiosismo pagão e aos rituais de passagem (de iniciação na vida adulta dos jovens de uma comunidade), em Alcains tal não é excepção. Há muitos anos atrás eram os pastores e ganhões que disputavam a elaboração da fogueira, mais tarde passaram a ser os rapazes que iam à tropa e tal assim acontece ainda hoje.

Quando a fogueira era feita em frente à igreja, o espaço era reduzido e as fogueiras não muito grandes, pois a lenha era acartada com carros de bois. Mesmo assim, num ano em que terá sido maior, o sino caiu e teve de ser reparado (daí agora estar menor e o seu som já não ser tão bom). Nos últimos anos em que a fogueira ainda se realizou em frente à igreja, muitas casas ficaram com os vidros partidos e com a tinta das paredes e portas danificadas, pelo que, apesar da contestação de alguns, foi bom ter sido mudado o local, que é agora muito mais apropriado e menos perigoso.

O que talvez muita gente não saiba, é que até há cerca de 50 anos atrás, em Alcains não havia só a fogueira do Menino Jesus, mas também a fogueira de Nossa Senhora, padroeira de Portugal e da nossa vila, no dia 8 de Dezembro. Era feita pelos lavradores e ganhões, que eram normalmente "festeiros". Quando a festa de N. Sª deixou de ter festeiros, acabou-se a fogueira nessa data e ficou apenas da noite de Natal.

(este texto foi escrito para o blogue Malta de 64)

domingo, 26 de dezembro de 2010

A Consoada e a Missa do Galo em Tinalhas

O Natal é o dia da Família por excelência. Antes da Missa do Galo todos se reúnem à volta da mesa. É tradicional em Tinalhas as batatas cozidas, o bacalhau e a couve lombarda. Neste dia ninguém come fora, é a refeição da Família. A “Ceia/ Consoada", após a missa do Galo, consiste essencialmente no arroz doce, nas filhós, bolo rei, bolos doces, rabanadas, bolos de mel e nunca esquecendo o tradicional cacau quente.

No campanário da Igreja Matriz tocam os sinos para a Missa do Galo. Nesta noite ninguém falta à missa… Os foliões da “fogueira” entram na Igreja aos repiques festivos e convidativos dos sinos. A Missa começa como habitualmente, mas … à meia noite tocam os sinos, rompem as harmonias do órgão e dos cânticos, tocam as campainhas … Durante toda a missa o tema dos cânticos entoado pelo coro é o Natal. No fim, o sacerdote dá a imagem do Menino Jesus a beijar aos presentes que, em fila de coxia, vão esperando pela sua vez. Ao lado do sacerdote está o sacristão com uma bandeja, na qual os fiéis deitam o ofertório.

Professora Maria José Carvalho

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Tradições natalícias: O Madeiro

É costume todos os anos, no adro da Igreja, arder o “madeiro” do Natal. Os rapazes jamais querem fugir à tradição. Em Tinalhas, é costume já muito antigo, serem os rapazes da inspecção a ir buscar o madeiro, ou seja, são os rapazes que no ano seguinte vão à inspecção militar que se juntam, ao toque do búzio, e vão então numa camioneta/tractor que lhes é emprestada/o, em alegre folia, ao pinhal ou sobreiral mais próximo. As pessoas mais ricas e gradas da terra dão sempre pinheiros ou sobreiros. Outrora, o transporte do “ madeiro” não era feito em camionetas/tractores como actualmente, mas em carros de bois. E no adro, mesmo à porta da Igreja, para que o Menino Deus ao bater da meia noite venha aquecer-se, como diz o povo, arde uma alta fogueira de labaredas que enche o ambiente de Luz e Calor. Durante todo o tempo em que o “madeiro” está a arder, há sempre pessoas a aquecer-se à volta dele. 

Profª MªJosé Carvalho